Oi pessoal! Em função do mestrado não ando com muito tempo de escrever, mas agora estou entrando em férias( mas não férias mesmo), vou tentar me insipirar para compartilhar minhas idéias com vcs.
Porém, se quiserem entrar em contatos, meus e-mails estão sempre sendo revisados.
bjs
Maria Luiza

Violência contra Criança
Hoje foi noticiado na RBS TV que um empresário estava no motel com duas meninas menores de 18 anos. Essas notícias estão muito comuns, as pesquisas apontam de a violência destinada a meninas é elevada, geralmente o agressor é do sexo masculino e na maioria dos casos o agressor não vem de uma rua escura como um estranho que puxa uma arma, a violência está no seio familiar. Uma pesquisa da UFGRS do departamento de Psicologia apontou que as crianças que são abusadas sexualmente levam em média de um ano para denunciarem seus agressores e a hipótese é medo da represária dos mesmos e também porque acreditam, que não serão escutadas.
Este fenônemo é denoninado Síndrome do Segredo os abuso sexuais são mantido em segredo, devido as braganhas doa busador e aos sentimentos de vergonha da vítima.
O fim da violência sexual depende do relato das vítimas e das pessoas próximas que descobrem esses fatos, a constituição prevê a denúncia nestes casos.
Sabe-se que quanto mais tempo demora-se para denunciar mais tal questão trará consequências psíquicas, socias, físicas, emocionais e comporamentais na vida dessas crianças que são violadas sem conseguir dar um destino para tamanha violência.
Enquanto profissionais e pessoas da comunidade precisamos estar atentas pelas sutilezas que as crianças estão nos mostrando.
por Maria Luiza Pacheco
Da Redação do pe360graus.com O número de crianças vítimas de violência sexual aumenta a cada ano no Estado de Pernambuco. A única forma de combater este tipo de crime é a denúncia. No ano passado, a delegacia especializada na Região Metropolitana, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), atendeu 635 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Da Redação do pe360graus.com O número de crianças vítimas de violência sexual aumenta a cada ano no Estado de Pernambuco. A única forma de combater este tipo de crime é a denúncia. No ano passado, a delegacia especializada na Região Metropolitana, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), atendeu 635 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Denúncias sobre casos de violência contra crianças aumentam no Estado
Para a GPCA, o apoio de diferentes instituições da sociedade é o que faz com que as pessoas que denunciam esse tipo de crime se sintam mais seguras
Só no mês de janeiro deste ano foram contabilizados 69 casos. De acordo com o delegado da GPCA, Jorge Ferreira, o número aumentou não porque o crime esteja mais comum, e sim porque amigos e parentes das vítimas estão com coragem de denunciar.
Ainda segundo o delegado, o que tem impulsionado o aumento das denúncias é o apoio que as pessoas que querem denunciar recebem atualmente. “Apoiados por alguns órgãos de defesa, instituições assistenciais e pela própria imprensa, os familiares dessas vítimas se sentem encorajados a recorrer à polícia e à justiça para fazer valer os seus direitos”, afirmou o delegado.
De acordo com a advogada Karla Ribeiro, coordenadora do Projeto Defesa, que atende crianças e adolescentes vítimas de violência no Centro Dom Hélder Câmara, a denúncia pode ser feita mesmo quando ainda não há a certeza sobre o crime. “O próprio Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que em casos de suspeita, a pessoa tem que ser denunciada”, esclareceu a advogada.
Os casos, depois de denunciados, são investigados. “Uma vez acontecendo de descobrir indícios de veracidade daquela denúncia, ela desce para a delegacia para ser investigada em forma de inquérito”, explicou o delegado.
COMO DENUNCIAR?
Para denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes a pessoa não tem que se identificar. Quem mora no Sertão ou no Agreste pode ligar para o número (81) 3719.4545, na Região Metropolitana o telefone do Disque-Denúncia é o (81) 3421.9595.Denúncias sobre casos de violência contra crianças aumentam no Estado
Para a GPCA, o apoio de diferentes instituições da sociedade é o que faz com que as pessoas que denunciam esse tipo de crime se sintam mais seguras
Só no mês de janeiro deste ano foram contabilizados 69 casos. De acordo com o delegado da GPCA, Jorge Ferreira, o número aumentou não porque o crime esteja mais comum, e sim porque amigos e parentes das vítimas estão com coragem de denunciar.
Ainda segundo o delegado, o que tem impulsionado o aumento das denúncias é o apoio que as pessoas que querem denunciar recebem atualmente. “Apoiados por alguns órgãos de defesa, instituições assistenciais e pela própria imprensa, os familiares dessas vítimas se sentem encorajados a recorrer à polícia e à justiça para fazer valer os seus direitos”, afirmou o delegado.
De acordo com a advogada Karla Ribeiro, coordenadora do Projeto Defesa, que atende crianças e adolescentes vítimas de violência no Centro Dom Hélder Câmara, a denúncia pode ser feita mesmo quando ainda não há a certeza sobre o crime. “O próprio Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que em casos de suspeita, a pessoa tem que ser denunciada”, esclareceu a advogada.
Os casos, depois de denunciados, são investigados. “Uma vez acontecendo de descobrir indícios de veracidade daquela denúncia, ela desce para a delegacia para ser investigada em forma de inquérito”, explicou o delegado.

A vida moderna e a falta de tempo dificultam a comunicação entre pais e filhos.Diante de tal cenário, as crianças podem apresentar sintomas( p. ex. agressividade, enurese noturna, hiperatividade, entre outros) que, ao chegar na adolescência, tais sintomas que pareceriam inofensivos, transformam–se em manifestações de agressividade, violência auto e heterodirigidas e comportamentos adictivos( abuso de substâncias psicoativas como álcool e drogas).Tais comportamentos poderiam ter tido uma outra conotação se tivessem a possibilidade de representação simbólica dos conteúdos destrutivos na infância através da experienciação nas mais variadas traduções simbólicas que as histórias infantis permitem quando narradas.
Os contos infantis convidam a criança a exercitar suas capacidades imaginativas e, também através dos heróis e vilões se deparam com temores, conflitos e enigmas. Diante desse movimento de integração entre história e o leitor, o limite do conto, é ultrapassado pelo efeito que tem no psiquismo infantil. O trabalho imaginativo dos contos estimula a expressão da fantasia, dos sentimentos e atitudes da criança.
A hora do conto além de ser uma atividade lúdica pode ser entendida como um momento de troca entre adultos e crianças, um momento único que precisa ser incentivado nos cenários familiares e escolares. Um gesto pequeno que fortaleceria as relações com a sociedade e poderia diminuir os altos índices de violência e drogadição, presentes no cenário atual.
Diante de tal questão os pais precisam estar atentos a comportamentos apresentados por seus filhos que podem estar causando prejuízos sociais, escolares e de relacionamento.
O trabalho do psicólogo clínico é ativar a memória e a imaginação através do recurso das narrativas infantis, acionar desejos e fantasias, assim, na medida em que é trabalhado em psicoterapia os elementos ansiogênicos que habitam o imaginário da criança, como medos, desejos, amores e ódios, é possível resgatar um sujeito que pode estar adormecido em um cenário sem a fantasia e o enigma dos contos de fadas.
Por Maria Luiza Leal Pacheco
Psicóloga, Especialista e Mestranda em Psicologia Clínica.
Publicação Diário de Santa Maria
O artigo Criança e a televisão foi hoje publicado no Diário de Santa Maria. O mesmo já foi publicado do blog, mas como em um jornal há sempre reformulações convido a vcs que possam apreciar sobre este tema tão atual que vivenciamos com nossas crianças todos os dias. Seus movimentos corporais ficam engessados na frente da televisão e as mesmas muitas vezes reproduzem as falas dos seus personagens ficando sem ação em suas relações com o social.
Santa Maria, 19 de março de 2009. Edição nº 2134 ![]()
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Os movimentos corporais das crianças encontram-se “engessados” frente ao cenário virtual. Uma das formas que prende a atenção das crianças e muitas vezes com o incentivo dos pais são as “babás eletrônicas educativas”, a televisão. As crianças e principalmente as menores, de 2 a 5 anos ficam vivendo a realidade dos personagens, falam como eles. Até o português é dito de forma correta para a idade, não há “desvio” na língua. Diante de tal cenário, alguns pais ficam orgulhos de seus filhos, mostram aos seus amigos e familiares como as crianças falam corretamente, porém essas crianças ao serem convocadas para falarem sobre outras questões que não sobre esse universo da televisão, pouco dizem ao serem questionadas.O assunto é rígido, contam as aventuras dos personagens favoritos e nada mais, não escutam o que lhe é perguntado. Evidenciando que algo não foi estabelecido, houve uma falha, no tange a formação subjetiva.
Diante de tal cenário o que pode ser feito para que as crianças possam interagir mais; criar, brincar, se movimentarem.. Evidentemente que respeitando a evolução dos tempos e da tecnologia, as brincadeiras do passado poderiam somar com as do cenário atual. As “velhas” brincadeiras despertavam a criatividade ensinavam produzir seus brinquedos. O andar em cima de latas tinha um sabor diferente, porque eram as próprias crianças que confeccionavam tais brinquedos. Jogar amarelinha, brincar de esconde-esconde, de mamãe e filhinha, jogar vôlei, futebol, brincar de polícia e ladrão assumiam uma conotação que fazia a diferença na interação social e subjetiva.
Tais brincadeiras traduzem a sutileza da produção e autoria que tais brincadeiras produziam na constituição psíquica dos sujeitos em formação. Os corpos “engessados” na frente da televisão não as possibilitam representar, simbolizar e muito menos criar, pois elas vivenciam aquilo que está sendo transmitido pela “babá educativa”, criando falas robotizadas, pois há pouca produção nessas falas.
Os pais e os profissionais da saúde precisam estar mais atentos as sutilezas em que os sintomas aparecem na infância, pois o excesso de televisão na vida das crianças podem causar marcas como dificuldade na aprendizagem, dificuldade em interagir com as pessoas. Freud já dizia quem brinca trabalha e consegue trocas no social, pois formou sua subjetividade. Nesta fase é preciso ter muito cuidado com as crianças para que cresçam saudáveis psiquicamente.
por Maria Luiza Leal Pacheco
Luz dos teus olhos
A luz dos teus olhos
serão como dois faróis
iluminando minha vida
quando me olhares
la de cima
com estes teus olhos castanhos
em sinto neles paz
iluminando minha vida
Desde então nunca mais
sinto minha alma triste
como eu vivia
longe dos meus, mais pertinho de ti
Saudades eu tenho
dos meus pais, irmãos
mais agora me consolo
olhando para ti meu amor
por Maria Emília Escobar
Porto Alegre, 9 de Janeiro de 1975.
* A vida da autora foi marcada por rompimentos, tristezas e desilusões, ficou longe de sua família e foi viver em outra que a adotou como membro, porém por mais amor lhe dessem, jamais iria substituir o amor que almejava dos seus familiares. Infelizmente esse amor não veio, mas grandes amores marcaram a vida dela, muitos platônicos, outros nem tanto, mas a vida lhe reservou muito amor daqueles que muitas vezes tinham que aprender a dar, pois não sabia como fazer.
A vida nos reserva muitas surpresas, porém é das provações que ela nos oferece que nos constiotuimos como sujeitos.
por Maria Luiza pacheco
Projeções

Começamos o ano de 2009, muitas reflexões sobre os projetos que foram realizados em 2008 e aqueles que não foram e diante de satisfações e frustrações, são feitas muitas projeções para o novo ano.
Diante de tais questões pode-se projetar para 2009 o fazer, não esperar que tudo caia do céu, basta tentarmos ir além daquilo que achamos que não somos capazes, aprender com essas frustrações e também com as gratificações que são apenas complementos do que podemos ser.
Por hoje era isso.....
Deixo a foto de Fernando de Noronha, essa é a minha projeção......................rsrsrsrsrrsrsr!
Até mais,
Maria Luiza

Natal!
Uma data que tem muitos significados, muitos esperam ansiosos os presentes do Papai Noel, como era bom quando éramos crianças e pensávamos: o que vamos ganhar? será que me comportei o suficiente e o Papai Noel vai vir na minha casa? Será que é neste Natal que vou ter que entregar meu bico?. Quando somos crianças temos muitos questionamentos, nossos pensamentos são mágicos. Todas essas questões são frutos da fantasia, da criatividade indispensável para qualquer criança.
Seria importante que os adultos pudessem fazer um exercício de resgatar a criança que existe dentro deles, pois certamente teríamos um mundo mais justo, mais coerente, pois as crianças pedem não o material, mas o que ele representa.
Podemos ganhar atenção, amor, carinho, amizade, um somatório de coisas frutíferas....
A questão que fica é: Buscar olhar para além do material, o símbolo que ele pode traduzir.................
È o que deseja o Blog Psicologia em Cena

Hoje é dia de encontrar a família, os amigos, mesmo eles não estando na noite de Natal ao lado de vcs, os sintam ao seu lado. Elevem o espírito de Natal não para o receber, mas para o dar, dar carinho, amor, mostrar o quanto as pessoas são importantes para vc.
A vida é muito curta para desentendimentos, deixe as amarguras de lado e busque resgatar o que tem de melhor em vc, que certamente tem e muitas vezes parece que não enxergas.
Desejo a todos UM FELIZ NATAL E QUE 2009 SEJA MUITO FRUTÍFERO COM MUITAS REALIZAÇÕES....
E eu em particular só tenho a agradecer pela minha vida e da minha famíla e amigos. 2008 foi um ano difícil, mas com muitos ensinamentos e ele está acabando de forma frutífera...............
OBRIGADO, OBRIGADA.......................... SOMENTE AGRADEÇO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
por Maria Luiza Leal Pacheco
Ufa! Consegui...
Quando parecia que nenhuma porta ia se abrir, algumas tomaram a cena e surgiram as possibilidades de que é possível, mas para isso é necessário estudo, dedicação, persistência, nada é fácil. Não chegamos em lugar algum sem dedicação, investimento, naquilo que acreditamos. Não sou a melhor e nem tenho a pretensão de ser, só quero o meu lugar, o lugar que eu conquistei, e ainda bem que ele chegou e me reservou um espaço para desfrutar de um lugar tão desejado e almejado.
Nada foi fácil, minha ansiedade quase me deixou de fora, não foram os outros que me excluíram, fui eu que quase deslizei comigo e coloquei tudo a perder, mas não deixei em branco, assumi meu erro, fui atrás e consegui!!!!! Passei em mais uma seleção de mestrado!!!!!!!!!!!! Um sonho realizado e agora posso dizer que serei mestranda... pesquisadora??? Meu Deus! Sim, produzirei, tenho esse dever com o social e farei desse espaço de produção muito mais do que produção acadêmica, é a minha responsabilidade com o outro.
Agradeço a todos, meu carinho e respeito aqueles que me apoiaram, como é bom saber que tem gente do nosso lado.
Agradeço a muitas pessoas, não citarei os nomes, pois não é conveniente, mas todas as pessoas que estiveram ao meu lado sintam-se felizes com minha felicidade e com a certeza do meu respeito a essa questão.
Por, Maria Luiza Leal Pacheco
Ser aprovada!
O que é isso, que sensação é essa? Atualmente estamos na era da titulação, da importância de termos, mas o que é isso? A minha pergunta é em função disso.
Fui aprovada em uma seleção de Mestrado extremamente coerente, transparente e justa, mas em uma Instituição particular, que posso tentar bolsa, mas temos que aguardar outro processo. O que fazer?
Na verdade falo sobre que mundo hipócrita em que nós vivemos, somos barrados no público e aceitos no privado, no privado deveria ser mais fácil, mas ninguém facilita, porém no público é difícil entrar,porque há facilitação de alguns, diga-se de passagem. Não que as pessoas que foram aprovadas no público, não mereçam, claro que merecem. O que questiono é a transparência como é feito este processo, não mais que isso.
Sei o quanto é relevante passar em uma Instituição Pública, mas digo que o melhor da aprovação é saber que passamos exclusivamente pelos nossos méritos e dedicação aos estudo. Nossa vida é uma constante provação, temos que lutar pelos nossos ideais e princípios, nunca trabalharmos sem ética, pois isso não tem preço que pague.
Obrigado pelo carinho e incentivo, da minha família do meu amado esposo/ noivo/ namorado que está sempre ao meu lado me dando força e incentivo para continuar lutando. Muitas pessoas eu teria que agradecer, mas em especial a duas grandes amigas que neste momento estiveram inteiramente ao meu lado: Ada e Nanda, juntas reformulamos a vida profissional( hehheheheehehe).
Não sei se vou cursar tal mestrado, ainda vou avaliar todos os prós e contras, porém publico esse meu desabafo para que não desistam nunca daquilo que realmente acreditam, pois certamente isso fará a diferença, sejam humildes e tenham foco em seus objetivos.
abç, Maria Luiza Leal Pacheco
Psicanálise: fala( ção)
Atualmente estamos na era tecnológica, tudo pode ser feito via internet, falar, ver, marcar encontros, até estão fazendo "terapia pela internet". Alguns diriam, que a evolução dos tempos chegou, e os psicólogos precisam se atualizar, porém, mal os leigos sabem que nada substitui o ato analítico: a transferência.
A presença no cenário analítico é imprescindível, a fala precisa ter um endereço. O paciente ao entrar nesse universo, tem a convicção que está falando ao psicanalista, porém, ele está falando para si mesmo.
O ato analítico é a presença de um corpo (sujeito), da fala (enunciação) e da escuta que se processa como sendo a fala em transferência aonde são destinados todas as cenas fantasiadas e reais de um sujeito assujeitado, ou de um "sujeito objeto" que busca através da análise uma subjetivação.
O sujeito é assujeitado ao seu desejo. A subjetivação opera-se no inconsciente sim, mas opera-se efetivamente no desejo.
Pode ser dito que a fala é o objeto pulsional da clínica psicanalítica.
Em relação à transmissão da Psicanálise pode ser dito que é possível ensinar a técnica, o raciocínio pode ser dado uma "pincelada", mas o desejo em entender a dinâmica da Psicanálise é individual, deve ser realizada uma construção para que tal processo seja efetivado.
Já em se tratando do "fazer clínico" pode haver a transmissão das experiências, produções tanto teóricas como técnicas, porém esse processo é uma construção individual, mas não solitária, precisa haver uma "entrega" ao estudo, a análise, supervisão, deixar espaço para as dúvidas e mediante tais questionamentos viabilizar o debate. A Psicanálise é um ato, uma fala(cão), uma ação movida pela transferência, pelo desejo de escuta.
O trabalho é facilitar a transmissão da Psicanálise, sem reproduzir autores, mas utilizar seus ensinamentos para produzir conhecimento nos autorizando a discutir, a divergir sobre o exposto. Temos que utilizar esse aprendizado para tentar compreender e mais do que isso, buscar sermos agentes do próprio fazer psicanalítico. Dessa construção são necessários quatro pilares: Desejo_ Padecimento- Saber- Gozo.
Todo esse processo para ter efeito construtivo precisa haver uma integração desses quatro pilares, assim, a transferência pode ser instaurada.
Santa Maria, 04 de dezembro de 2008
Amilcar
Partiste sem dizer adeus
Pois não imaginavas
Que essa viagem seria para sempre
Para ficares longe de teus entes queridos
Talvez estejas feliz
Junto a Nossa Senhora e aos anjos
Pois eras alegre e feliz
Brincavas com todo mundo
Quando sorrias, alegria
Estava estampada em teu rosto
estava sempre pronto para uma viagem
com alegria sem fim
So que desta vez partiste sozinho
Para nunca mais voltar
mais pode ver no coração
de tua esposa, filhas e mãe
e amigos existirá uma saudades sem fim(...)
Pensamento
Mas todos vamos partir
Para prestar conta com Deus
Nossa vida é após a morte
por Maria Emília Escobar
2 de Fevereiro de 1990.
Gostaria de compartilhar com vcs este poema escrito por uma tia que escreveu este poema na época da morte de meu pai e que somente agora, após anos de falecimento dele eu tomo conhecimento dessa produção. E o que é mais interessante é que essa tia, pssa por um momento de transição em sua vida, está indo para uma clínica para cuidar de sua saúde, pois a idade não lhe permite mais autonomia, um momento difícil, mas necessário a uma pessoa que viveu a vida inteira feliz por poder ser tão autônoma, mas como sabemos, a vida nos dá algumas surpresas, mas como é importante para todos nós entendermos que as vezes é necessário algumas coisas.
Falo também de como muitas vezes sentimos que a nossa produção vale muito pouco que não compartilhamos e nós não temos idéia como isso é importante para os outros, temos que publicar mais, o que fizemos no silêncio de nosso interior....
Por isso, homenageio duplamente duas pessoas importantes para mim nesse espaço: meu pai, o homem que fez a sua função em minha vida e a minha tia Emília que sempre me mostrou que vale a pena viver com que temos: vaidade, desprendimento e amor....
por Maria Luiza Leal Pacheco



Brincadeiras de Criança...
Estava observando em uma pracinha como as crianças brincam. E claro que já tinha uma idéia prévia de como se dá esse processo, mas não queria ver. Como a interação é pobre, as crianças interagem pouco entre si, as brincadeiras passaram a serem mais individuais,elas não fazem esforço para ter aquele amiguinho do lado.
Por que isso acontece? Pelo fato deles já terem tudo, são computadores, play-station, desenhos animados 24h todo o tempo. Os ensinado a falar, a brincar, a agir, a criar. Criar? Isso não é criação, as crianças não usam mais esse recurso, são poucas que ainda vão buscá-lo. Está tudo pronto, estamos vivendo em uma geração "fast play". É muito mais fácil brincar de fantasia já pronta do que construir, será que ninguém faz nada para mudar? Cadê os pais? Eles será que não brincaram de amarelinha, de bambolê, de skate, de patins, não participaram de jogos coletivos, nada disso???
Sei que não é simples mudar a mentalidade das pessoas, mas se os pais soubessem que seus filhos ao brincarem, ao inventarem, ao fazer o brincar de faz de conta, estão se constituindo, enquanto sujeitos, talvez mudaria alguma coisa, mas para que isso aconteça é necessário: DESEJAR!
Ter filhos é uma questão de desejo e planejamento, não se pode colocar mais um no mundo, não se pode entrar em uma dinâmica egoísta e narcísica, precisa haver entrega para poder emergir sujeitos, para que os mesmos possam existir no mundo, para que suas vidas sejam construídas por eles e não pelo que já está pronto..............
Criatividade, responsabilidade, desejo são variáveis que precisam caminhar juntas...................
Por hj era isso!
por Maria Luiza Pacheco

Do que sem tem medo?
A todo o momento escutamos estamos com medo, medo de quê?
Medo da perda? Medo do fracasso? da dor? São tantos os medos que não sabemos nomear, não sabemos definí-los. O que nos parece que a vida é uma caixinha de surpresas e estamos sempre a mercê dela, que coisa isso?
Se perguntássemos para alguns na rua sobre se eles gostariam de ter controle sobre o seu futuro, ter garantia que seu esforço valeu a pena. O que será que eles diriam? Que adorariam ter esse controle tão almejado e tão desejado, mas talvez a vida só tenha sentido, porque ele não existe e podemos nos surpreender com o nosso crescimento e com as consequências que o medo, ou a angústia nos provocou.
Não desista, não fique triste, todos passam por isso, mas alguns tem mais facilidade de manejar tais circunstâncias do que outros, então mãos a obra: lute e deixe que o imprevisível possa te surpreender.
por Maria Luiza Pacheco
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