Brincadeiras de Criança...

 

Estava observando em uma pracinha como as crianças brincam. E claro que já tinha uma idéia prévia de como se dá esse processo, mas não queria ver. Como a interação é pobre, as crianças interagem pouco entre si, as brincadeiras passaram a serem mais individuais,elas não fazem esforço para ter aquele amiguinho do lado.

Por que isso acontece? Pelo fato deles já terem tudo, são computadores, play-station, desenhos animados 24h todo o tempo. Os ensinado a falar, a brincar, a agir, a criar. Criar? Isso não é criação, as crianças não usam mais esse recurso, são poucas que ainda vão buscá-lo. Está tudo pronto, estamos vivendo em uma geração "fast play". É muito mais fácil brincar de fantasia já pronta do que construir, será que ninguém faz nada para mudar? Cadê os pais? Eles será que não brincaram de amarelinha, de bambolê, de skate, de patins, não participaram de jogos coletivos, nada disso???

Sei que não é simples mudar a mentalidade das pessoas, mas se os pais soubessem que seus filhos ao brincarem, ao inventarem, ao fazer o brincar de faz de conta, estão se constituindo, enquanto sujeitos, talvez mudaria alguma coisa, mas para que isso aconteça é necessário: DESEJAR!

Ter filhos é uma questão de desejo e planejamento, não se pode colocar mais um no mundo, não se pode entrar em uma dinâmica egoísta e narcísica, precisa haver entrega para poder emergir sujeitos, para que os mesmos possam existir no mundo, para que suas vidas sejam construídas por eles e não pelo que já está pronto..............

Criatividade, responsabilidade, desejo são variáveis que precisam caminhar juntas...................

Por hj era isso!

por Maria Luiza Pacheco

 

 

Do que sem tem medo?

A todo o momento escutamos estamos com medo, medo de quê?

Medo da perda? Medo do fracasso? da dor? São tantos os medos que não sabemos nomear, não sabemos definí-los. O que nos parece que a vida é uma caixinha de surpresas e estamos sempre a mercê dela, que coisa isso?

Se perguntássemos para alguns na rua sobre se eles gostariam de ter controle sobre o seu futuro, ter garantia que seu esforço valeu a pena. O que será que eles diriam? Que adorariam ter esse controle tão almejado e tão desejado, mas talvez a vida só tenha sentido, porque ele não existe e podemos nos surpreender com o nosso crescimento e com as consequências que o medo, ou a angústia nos provocou.

Não desista, não fique triste, todos passam por isso, mas alguns tem mais facilidade de manejar tais circunstâncias do que outros, então mãos a obra: lute e deixe que o imprevisível possa te surpreender.

por Maria Luiza Pacheco

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BRASIL, Sul, SANTA MARIA, Mulher, de 26 a 35 anos